Publicado por: Fabi em: novembro 16, 2008
uma pobre garota romântica (pobre mesmo, no sentido de sem grana). Ela era do tipo que acreditava que tudo era pra sempre, talvez não felizes sempre, mas para sempre. Ela acreditava que as pessoas eram sempre boas, sempre tinham um lado bom. Ela também era sonhadora, otimista e muito querida das pessoas. Era uma vez… era uma vez mesmo, porque toda essa palhaçada acabou. Minha vida de repente parece um circo, daqueles com zilhões de palhaços onde a palhaça-mor aqui é a mais engraçada, a mais dramática. Todos riem. Todos acham engraçadinho e “fofo” uma pessoa assim, tão confusa. E o dilema continua lá. E eu continu aqui, escolhendo não escolher, escolhendo ser a palhaça de toda essa palhaçada. Tenho a faca e o queijo na mão. Quero comer o queijo, mas não quero ter de cortá-lo. Quero comer o queijo sem ter que despedaçá-lo, como se isso fosse possível. Como não é, continuo comendo pimenta malagueta e chorando no picadeiro, pra que todo mundo pense que o drama pertence à personagem. Mas o palhaço, no fim das contas, sou eu própria. O palhaço é a piada pra todo mundo rir.
E tem gente que ainda acha que pode se meter e mudar esse circo… ai ai ai…