Mundo da Babi

Gosto apurado

Publicado por: Fabi em: fevereiro 15, 2009

“Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada.
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas.
Será que eu sei
Que você é mesmo Tudo aquilo que me falta?…”

(Por onde andei – Nando Reis)

Essa semana alguém me disse se eu já pensei que eu devo/posso ter um gosto apurado pelo sofrimento, pela dor. Nunca tinha me visto desse ângulo, e confesso que de repente isso passou a fazer muito sentido. Eu acho que desde sempre tive mesmo um gosto pelo drama, pela dor e sofrimento. As coisas sempre estão incompletas, o copo está sempre meio vazio no instante em que fica cheio. Eu sempre quero mais e mais e mais. Minhas expectativas das coisas são sempre imensas. E quando essas coisas correspondem às minhas expectativas – neste exato momento – elas não bastam mais. É no instante em que as coisas ficam completas que eu passo a querer mais, querer algo que ainda não tenho. Isso não parece coisa de quem quer sofrer? …

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…

(Carlos Drummond Andrade)

Mais perguntas, menos respostas.

Publicado por: Fabi em: fevereiro 8, 2009

Nos últimos tempos venho me perguntando sobre o sentido de certas certezas que tenho tinha e se elas realmente faziam fazem algum sentido.

Trazemos a mesma conduta de nossos pais, avós, bisavós, enfim, de nossos antepassados, mas isso nos remete a um dualismo doído. Nem sempre é fácil admitirmos isso.  Tenho vivido dias de perguntas para as quais eu já estou cansada de saber a resposta. O problema não são as perguntas, mas sim as respostas. Não quero ir nem quero ficar. Também não quero ir E ficar. Quero uma resposta que, eu sei, inexiste. Quero um caminho novo que não cause dor, que não cause remorsos e nem culpa. Infelizmente esse caminho não existe.

Como disse Edson Marques, “Ser escravo é muito fácil: qualquer idiota consegue. O difícil é ser livre. Livre de verdade”.

(Re)Começo

Publicado por: Fabi em: dezembro 4, 2008

Então eu resolvi (re)começar pela 999ª vez a reeducação alimentar. Pela segunda vez estou com 90 kgs, o que é um absurdo para os meus 1,63 ou 1,65 cm de mulher. O engraçado é que acabar com o excesso de peso tem sido relativamente fácil. Difícil (até agora impossível) tem sido manter o peso conquistado. No meio do ano passado estava com deliciosos 70 kgs, muito bem distribuídos. Estava fazendo um sucesso e tanto, tanto em casa como fora dela. Todos os homens me olhavam e me achavam linda! Ou pelo menos eu me sentia como se todos me achassem (…). Junto com a dieta, estou retomando as caminhadas diárias e tentando voltar a nadar e fazer hidroginástica. Tentando porque a academia está atrasada e eu estou sem $$, então estou tentando convencer minha mãe a me emprestar o dinheiro para pagá-la. Vamos ver no que vai dar…

Pelo menos o (mau) humor está melhor. Ou menos ruim? Sei lá!

Pane no sistema: alguém me desconfigurou.

Publicado por: Fabi em: novembro 18, 2008

E is que acordo de manhã sem ter noção do que acontece. Todos os dias, de manhã, é como se meu cérebro fosse um computador. Meu cérebro busca quem sou e onde estou, pra só então, depois de encontrada esta informação, eu abrir os olhos. O problema todo da coisa é que ultimamente a memória puxa, mas a informação encontrada não bate com a realidade. “Quem sou? Onde estou?” As perguntas continuam ressoando na minha mente, incansavelmente. Talvez por isto ultimamente eu acordo com uma gigantesca dor de cabeça todos os dias. É uma ressaca que ínfelizmente não é de álcool. Talvez por isto a “bios” demora tanto tempo para fazer a varredura dos dados. Invariavelmente as perguntas ficam lá, ecoando durante dias e dias a fio… é como uma voz que deu eco, e fica lá, reverberando sem parar nas paredes da minha cabeça. Nos segundos que se passam entre o meu “tomar consciência” e o meu real despertar, existem segundos infinitos. Cada vez mais tenho que tomar a difícil decisão de acordar, de abrir os olhos e enfrentar a dureza da minha vida. Não há nenhuma tragédia na minha vida. Tirando a perda do meu pai, que já é passado muito bem passado, não há nenhum evento trágico de verdade. Ainda assim minha mente luta todos os dias para me manter acordada, me manter viva.

Bem, no momento vou fazer manutenção desse meu “sistema”, tirando uns dias de férias num paraíso que sempre quis conhecer. Uma lua-de-mel – quatro anos depois do casamento – não vai ser nada ruim. É pra dar o “up” necessário a nossas vidas.

Ps: alguém chama, please, o cara da manutenção.

Era uma vez…

Publicado por: Fabi em: novembro 16, 2008

uma pobre garota romântica (pobre mesmo, no sentido de sem grana). Ela era do tipo que acreditava que tudo era pra sempre, talvez não felizes sempre, mas para sempre. Ela acreditava que as pessoas eram sempre boas, sempre tinham um lado bom. Ela também era sonhadora, otimista e muito querida das pessoas. Era uma vez… era uma vez mesmo, porque toda essa palhaçada acabou. Minha vida de repente parece um circo, daqueles com zilhões de palhaços onde a palhaça-mor aqui é a mais engraçada, a mais dramática. Todos riem. Todos acham engraçadinho e “fofo” uma pessoa assim, tão confusa. E o dilema continua lá. E eu continu aqui, escolhendo não escolher, escolhendo ser a palhaça de toda essa palhaçada. Tenho a faca e o queijo na mão. Quero comer o queijo, mas não quero ter de cortá-lo. Quero comer o queijo sem ter que despedaçá-lo, como se isso fosse possível. Como não é, continuo comendo pimenta malagueta e chorando no picadeiro, pra que todo mundo pense que o drama pertence à personagem. Mas o palhaço, no fim das contas, sou eu própria. O palhaço é a piada pra todo mundo rir.

E tem gente que ainda acha que pode se meter e mudar esse circo… ai ai ai…

Cadê o mundo???

Publicado por: Fabi em: novembro 16, 2008

Pois é. De repente eu acordei de um pesadelo horrível. Sonhei que eu estava onde não queria. Sonhei que tinha que escolher entre um copo dágua e um prato de comida, perdida no deserto, há dias. Sonhei que morreria de qualquer jeito… acordei e resolvi não escolher, pelo menos por hora. Vou deixar tudo assim como está: meio obscuro, meio dark mesmo, com um “q” de sofrido. Melancólico? Sim. Dramático? Talvez não tanto quanto deveria… mas tudo é como tinha de ser. Então tá, deixo assim marcado o início da minha pós-vida.

E que venha a vida real!

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  • Fernando: olá Babi, embora vc não ne conhecendo revolvi te escrever. Estou precisando do vídeo VIDA MARIA de Marcio Ramos e vi num blog que vc conseguiu ba
  • Edson Marques: Por onde, andamos! Saudades de você. Abraços, flores, estrelas..
  • Edson Marques: Apuradíssimo gosto! Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as! Abraços, flores e estrelas..

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